Eu sempre me maltratei com os meus erros. Até que…

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Quando olho para meus autoconfrontos do passado, sempre percebo que pendulei em duas polaridades.⁣

Na primeira, quando percebia a minha distorção, eu ia imediatamente à outra: culpa.⁣

Essa, cruel e parcial, sempre me julgava como completa responsável pelo acontecimento em si. ⁣

Ela tirava toda a responsabilidade do outro e amontoava em minhas costas.⁣

E automaticamente eu agia a partir daquela culpa: tentando compensar meu erro me submetendo ao outro, tentando agradar, dando mais do que era possível de mim mesma. ⁣

Esse tirano que é a culpa, tem uma visão muito limitada das coisas. ⁣

Cobrava que eu tivesse agido diferente, mesmo que eu não tivesse a mínima ideia do que estava acontecendo em mim, que havia outra forma de agir e que eu podia escolher. ⁣

Isso, eu só soube depois. Ainda assim, ele me cobrava que eu tivesse agido diferente antes, quando ainda reinava a ignorância. ⁣

Outra coisa que pude perceber desse impiedoso tirano, é que ele desprezava toda a minha história de dor, minha vulnerabilidade, minha incapacidade de ser perfeita. ⁣

Ele colocava a dor do outro como maior que a minha e desconsiderava totalmente o quanto eu estava dolorida e sofrida nos momentos que mais errei. ⁣

Ele ignorava completamente o fato de que eu estava desamparada, só e perdida. ⁣

Depois de muito sofrer nas mãos desse bárbaro, eu pude começar a conhecê-lo de perto. ⁣

Vi o prazer que ele sentia quando me via tão pra baixo, quando desvalorizava a mim mesma. ⁣

E de repente comecei a me ver com outros olhos. Olhos de compaixão. Olhos de amor. Olhos de compreensão. Olhos de acolhimento. ⁣

Machuquei muitas pessoas na minha história e reconheço que isso não é bom. Mas hoje também reconheço minha humanidade. ⁣

Me abraço junto com toda a minha dor e escolho me perdoar. ⁣

E aproveito para te convidar a ter esse olhar. Existe esse algoz dentro de você? Compartilhe!⁣