O que o medo da escassez quer nos ensinar?

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A crise do corona vírus trouxe para grande parte da população um medo de arrepiar a alma: o da ESCASSEZ.

Muitos empreendedores e empresários estão diante da falência.

Muitas pessoas já estão perdendo seus empregos.

Muitos autônomos já estão sentindo na pele a queda na procura de seus serviços.

Para tudo que me acontece na vida, gosto de me perguntar: o que a vida quer de mim?

Sabendo que estou aqui de passagem para um aprendizado maior, algo que se refere ao meu crescimento e desenvolvimento espiritual, tomo a vida como professora.

Qual o aprendizado que há por trás do medo da escassez?

Há tempos a humanidade tem priorizado o TER ao SER.

É só olhar suas planilhas financeiras e ver que muitas pessoas priorizam bens materiais e gastos com prazeres momentâneos em detrimento de sua saúde emocional.

Fazer terapia é considerado supérfluo.

Praticar autoconhecimento sempre pode ser deixado pra depois.

Quanto tempo se gasta mais em rolar fotos e vídeos que nada acrescentam nas redes sociais em vez de conteúdos que edificam e transformam?

A humanidade priorizou o TER e agora está sob a ameaça de perder tudo.

TEMOS para esconder o quanto nos sentimos inferiorizados diante dos outros.

TEMOS para ocultar o quão fracassados nos sentimos por não sermos tão perfeitos quanto gostaríamos de ser.

TEMOS para ter poder sobre o outro e sermos admirados e invejados.
TEMOS para não pagar o preço de transformar nosso SER, através do cuidado com os nossos sentimentos.

Agora a vida nos traz um medo gigante.

O que está em jogo?

Quem é esse EU que não quero deixar pra trás?

Quão disposto estou a me tornar um novo EU?

Mais simples, com menos posses, menos luxo e conforto?

O EU que não é advogado, pai, mãe, médico ou nenhum rótulo que usamos para nos definir.

Um EU que simplesmente É.

APEGO.

Será isso que a vida está tentando nos tirar de verdade? O apego a toda essa ilusão que criamos sobre nós?

A VIDA, soberana, nesse momento nos mostra que nunca estivemos no controle.

Que todas essas posses materiais são tremendamente frágeis.

Mas ela nos deu muitas oportunidades até tomar essa medida tão drástica.

Quantas vezes você foi convidado a entrar em contato com o seu mundo interior, mas recusou esse convite?

Quantos livros, reuniões, terapias, imersões você deixou pra depois “porque não era importante”?

A grande maioria de nós só aprende na dor.
Nesses momentos talvez consigamos ver que fizemos tantas escolhas erradas.

Que dissemos tantos NÃOs errados e tantos SIMs mais errados ainda.

Agora sim é possível ver que estávamos na estrada errada!

Agora sim podemos perceber que o que temos de mais valioso é a VIDA!

Ela chegou até nós através dos nossos pais, aqueles a quem insistimos em criticar e desprezar.

Esses que precisam lidar dia a dia com nossa INGRATIDÃO.

O COVID-19 nos testa ainda sobre o respeito e cuidado que temos com nossos ancestrais.

São exatamente eles, os idosos, os que vieram antes, que estão em risco agora.

Quanto estamos dispostos a largar o apego a tudo que temos para honrar e proteger nossas raízes?


Quão dispostos estamos a dar a eles o que eles merecem:
Respeito e gratidão pela vida que eles tiveram, por todas as batalhas que eles venceram e que possibilitou que hoje tivéssemos a única coisa que importa – A VIDA.

Aceitamos a mudança, soltamos esse velho EU e não há mais medo.

O orgulho é o maior criador de medo que existe.

Sim, eu me abro para ser alguém totalmente novo.

Eu me abro para cuidar da casa, lavar minhas roupas, fazer minha própria comida.

Eu me abro para morar num lugar mais simples e ter menos do que eu tinha antes.

Eu me abro para trabalhar com outra coisa!

Eu me abro para mudar de cidade.

Eu me abro para voltar para a casa dos meus pais.

Eu me abro para obedecer o que quer que a vida queira de mim!

Porque eu sou pequena!

Não há nada que eu possa fazer nesse momento a não ser me adaptar.

CONFIANÇA.

Sim, Vida, quando eu me permito ser guiada por você, quando confio que você me leva para onde devo estar, é tão leve!

Já não tenho medo de perder nada. Não me apego porque sei que tudo pode mudar.

Vivo mais no presente, um dia de cada vez.

Dou mais valor à simplicidade das coisas e aos momentos de felicidade.

Dou valor a quem está ao meu lado. Me conecto. Amo.

Tá bom, Vida. Eu entendi.

Eu solto tudo que já fui e me abro para ser algo novo…
Ei! Acabo de me tornar uma borboleta!!!

Com tanto medo de perder o casulo, eu jamais pude ver o quão maravilhoso é voar.

Estou livre!

Ainda bem que confiei em você.
Gratidão, querida VIDA!

danielle.carneiro@gmail.com